quarta-feira, 30 de julho de 2008

2 post! Porque eu não controlo minha vontade de falar. (Lígia)

Você poderia ser incrível, você poderia ser uma professora muito boa, eu poderia aprender muito com você. Mesmo apesar de sermos tão diferentes, de você ser, como faz questão de dizer bem alto, "Brentwood, Artefacto e Casa Vogue", a gente poderia ter se dado muito bem.
E pensar que um dia, alguma vez, na minha cabeça de 14 anos eu já idealizei mulheres como você.
Mas não, me desculpe, eu não.
Eu sei que sou jovem e deveria trabalhar sem reclamar, e começar do zero, cotando plantas no cad, ligando pra Fulano e pra Ciclano, limpando caixas antigas, furando folhas e fazendo café, e veja bem, eu não reclamaria nem por um segundo, se você fosse menos...assim...
Mas não dá, e tem coisas que eu não vou, eu simplesmente não vou (e não quero nunca!) passar por cima dos meus valores por oportunidade de emprego.
Você faz com que esse ambiente seja um pouco mais pesado e esses móveis, tão preciosamente escolhidos pra impressionar, sejam um pouco mais cinza.
As pessoas gostam de você ou porque são iguais ou porque compram essa sua pose de pessoa importante e na verdade temem você e sonham sozinhas no quarto antes de dormir em um dia ser igual a você e desprezar pessoas como elas mesmas.
Sinceramente, o jeito que você trata a sua sócia, como se ela fosse uma criança que não sabe o que faz, e o pior, ela continua lá, te lambendo. Que saco! A primeira vez que você falou com ela assim na minha frente eu explodi, eu queria levantar da cadeira e falar todas as coisas que passaram na minha cabeça. Eu juro, a terceira vez, eu quase falei, mas você é amiga do meu Pai, e eu sei que não tenho tanto culhão assim.
Cara, o jeito que você falou com aquela atendente e o jeito que você riu quando eu esqueci de perguntar o nome do cara da copiadora, você riu de deboche, tão superior com sua cabeça que funciona perfeitamente.
E a gente fica nessa, eu fazendo só o extremamente necessário e você, com seu nariz empinado, achando que ninguém faz o que você quer, que todos são incompetentes e fica choramingando que não dá pra trabalhar assim.
Se por um momento você tirasse essa banca toda e me ensinasse.
Se você fosse menos...assim!
Sério, o pior é que você é uma puta profissional, mas toda sua moral cai por terra quando você age assim.
Eu poderia, eu bem poderia desencanar e sugar tudo que você pode me dar, e talvez seria o mais inteligente a fazer.
Mas não, me desculpe, eu não.

Um comentário:

Chubaiuba disse...

Ui!!!

To adorando vc e seus textos essa última semana, dona Lígia Lupo!