quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Tango na Rua (Dani)


Feche os olhos. Não pense, só sinta seu peso indo de um pé pro outro. Tudo é uma questão de apoio. Não pense. Sinta. Dance. Viu só, você está dançando. Quem se importa que são três da manhã? Não pense que você erra o passo. Se permita ser conduzida uma vez na vida. Viu só, você está dançando. Quem se importa se é no meio da rua? Feche os olhos. Dance.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Free Spirit (Dani)


Eu te odiei quando você me disse isso. Mas eu senti tanto a sua falta que você só poderia estar certo. You inspired me. Again.

Eu voltei. Por mais engraçado que isso pareça, agora eu sou inteira, sempre buscando e sempre descobrindo. Como disse a Lígia, desde sempre, até sempre.

1987 - 2010 - ? (Lígia)



Sempre. De novo e de novo.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Três dias! (Dani)

Forget your sorrows and dance
Forget your troubles and dance
Forget your sickness and dance
Forget your weakness and dance...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

7 dias em Vanduzi (Lígia)

Estava eu, bela e formosa, no cabeleireiro, sentadinha na cadeira e o cabeleireiro me passou umas daquelas revistas bem toscas de mulher, acho que chamava Uma a revista. Como quem não quer nada comecei a folhear sem esperar muita coisa, quando me deparei com uma notícia/reportagem com Ricardo Reis, um fotógrafo e dono de uma empresa de fotos e filmagens, que decidiu passar um tempo na África. Dessa viagem saiu um documentário chamado 7 dias em Vanduzi, uma pequena cidade em Moçambique, no qual ele acompanha o cotidiano das pessoas que moram ali. Ele lançou também um livro de fotografias que ele tirou na viagem, fiquei apaixonada por essa que eu encontrei pela internet.



foto:Ricardo Reis


O Real Sentido das Coisas

"África, continente tão explorado em tempos de colonização, e tão esquecido em meio a globalização. Sua história é complexa, pois sua desigualdade mascara, aquilo que tem de mais valioso: seu povo, o qual possui uma inestimável alegria de viver.
Em uma viagem feita no ultimo mês de julho, pude conhecer estas virtudes um pouco mais de perto. Confesso que me senti ansioso, mas este sentimento deu lugar a outros ainda mais fortes e profundos. Chegando a uma estrada em Beira deparei-me com um caminhão que não fazia o transporte de um carregamento de esperança, sonhos ou expectativas, mas, sim, levava pessoas que viram suas vidas e suas vontades serem massacradas pela AIDS ou SIDA, como é conhecida pelos nativos,que está presente em uma alta parcela da população (29% possui o vírus, segundo a OMS, Organização Mundial da Saúde). A trilha destas pessoas rumo ao cemitério leva consigo os anseios de aproveitar cada dia, cada momento como se ele não voltasse mais. Depois de algumas reflexões, entendi que bens materiais ou aparência não importam. Os sonhos da maioria dessas pessoas podem parecer simples para nós, como fazer três refeições ao dia. Querem ser cidadãos dignos e com condições humanas de vida. Esta viagem foi, com certeza, uma experiência marcante em minha vida. Descobri que estar perto daquelas pessoas e ajudá-las, mesmo que com práticas comuns, como servir caldo de cana em um almoço, (prática incomum aos homens africanos, os quais estranharam o comportamento deste estrangeiro branco que se submeteu a trabalhos domésticos, apenas atribuídos às mulheres) podia significar muito mais. No “caos em meio ao caos” do culto á vários deuses, de desigualdades imensuráveis, de vidas efêmeras, percebi que todos nós podemos ser a esperança, talvez a única, a estas pessoas que necessitam de muito mais do que condições dignas de vida. Esta aventura teve como razão principal a produção de um documentário simples, mas de alto impacto, bem como um livro sobre minhas experiências, algumas exposições e palestras as quais terão renda revertida para projetos de inclusão social, como cooperativas, em Moçambique. Meu intuito? Fazer algo diferente, pelo próximo, auxiliar, a medida do possível, agindo de forma simples e com esperança de transformar as condições de vida de algumas pessoas".

Ricardo Reis


Em um dos sites que eu pesquisei, obtive a informação que "o DVD – “7 dias em Vanduzi” – custa R$20, e as vendas por enquanto estão sendo feitas através do telefone (11) 3051 3367"

domingo, 20 de dezembro de 2009

Escrito num guardanapo (Dani)

Sensação de grande, de vazio, de infinito. Sensação de sozinha, se é que isso existe. O vento, a terra seca, o calor. Andar. Poderia ser aqui ou no deserto. Tudo se transforma num grande deserto cor de sol.
Pensamentos em círculos que também sofrem com o calor. Solidão. Uma velhinha com sua bengala, parada, no meio da rua sem carros.
Sede. Transbordo de sede, apesar de todo o vazio de hoje.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O universo todo numa flor (Lígia)

Alguma coisa mudou em mim nesse final de semana, ainda é difícil explicar. Eu sempre volto mais centrada de Vinhedo, mas dessa vez eu voltei completamente no eixo. Saber que meu pai, quando criança, empurrava carros na enchente pra ganhar uns trocados explica muita coisa sobre mim, faz com que eu me entenda muito melhor. Deu aquela sensação de “fechar a conta”, sabe?
Na verdade eu ainda to sentindo tudo isso, mas sei lá, durante o show do Forfun mais a noite, mesmo não estando olhando diretamente pra eles, e mesmo o Luis estando semi morto do meu lado, eu tava lá sentada e senti meu coração transbordar completamente, sei lá, é meio esquisito isso, mas eu tive uma experiência de amor muito forte naquele momento e eu fiquei muito feliz de ter tanta gente lá, de aquele lugar estar abarrotado de crianças de 15 anos se achando super malandras hahahahaha, mas pelo menos elas estavam lá, ouvindo aquelas letras, eu me senti muito feliz por isso.
Engraçado o Luis ao mesmo tempo estar xingando meio mundo porque “ninguém nem entende o que eles estão falando”, mas eu tive a percepção exatamente contrária, o que é muito esquisito já que eu que sempre reclamei disso pra ele, dos jovens que na verdade só estão buscando uma imagem dentro da sua própria insegurança. Mas sei lá, às vezes a gente pensa uma coisa, e sente outra. E naquele momento eu senti muito amor, tanto amor, que eu transbordei. Eu senti o peso da verdade em cada palavra e isso me deixou extremamente leve.
Eu não consegui explicar tudo isso pro Lú quando a gente tava subindo a Teodoro e ele tava dissertando sobre “shoppings lotados e bibliotecas vazias”, talvez não estivesse ainda tão claro na minha cabeça. Mas o combo da simplicidade absurda da minha família, da diversão mais inocente que mantém uma vovó de 87 anos e uma criança de 12 juntas e dois irmãos de 59 e 57 voltarem a ter 10 e 8, junto de “nem dinheiro nem prazeres vão trazer o que você está procurando” fez com que eu mergulhasse dentro de mim completamente, numa sensação de paz absurda.

"Eu vejo, e eu não estou só
Enxergo, contemplo
Almejo, e eu não estou só
Eu corro, e eu não estou só
Respiro, e eu não estou só
Eu canto e danço
A certeza que desata o nó
Sentindo que eu não estou só
Eu penso, e eu não estou só
Reflito e calo
Sorrio, e eu não estou só
Eu choro, e eu não estou só
Viajo, e eu não estou só
Eu erro e aprendo
A água, o fogo, o ar e o pó
Sou tudo, logo não estou só"