terça-feira, 30 de junho de 2009
Eu não vou sair daqui (Dani)
PS: Brigada chu.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Vou te explicar (Dani)
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Tribalistas (Dani)
Vem me namorar, vou te namorar também
Vamos pra avenida, desfilar a vida, carnavalizar."
Música dos Tribalistas que faz a gente ouvir flutuando... =)
segunda-feira, 15 de junho de 2009
21 anos (Lígia)
Mais vale você olhar hoje pra trás e realmente entender porque errou, ela me diz no telefone. Eu sei disso. Mas de repente eu me pego assumindo todos os erros de uma vida de uma vez só.
E vem uma vontade louca de esclarecer as coisas, de ter integridade e gritar pras pessoas: quero ser decente e honesta e te olhar nos olhos e dizer que errei com você.
E isso me impede de dormir a noite, me impede de simplesmente colocar a cabeça no travesseiro e dormir. Não faz muito tempo, num ônibus que percorreu tantos quilometros eu mentalmente pedi desculpas a todas as pessoas que achava que devesse, mas esse processo de limpeza continua e continua sem parar.
Eu não quero me justificar, pela primeira vez eu não to bolando mil desculpas pra me justificar, pra tentar amenizar meus erros. Pela primeira vez eu quero simplesmente assumir. Eu não quero nunca mais fugir de alguma escolha, ou postura ou atitude que eu tomei ou vou tomar. Nunca mais.
E eu sei que isso é a vida, é perceber coisas ruins em você que você não quer mais, e que na verdade você percebe isso quando o processo já está acontecendo, não é uma decisão tipo “ta amanhã começo a lista”, não.
É como se eu tivesse largando roupas no caminho de santiago, como se eu deixasse tudo pra trás, e ao assumir o meu erro e ao encara-lo eu posso, como sabiamente ela me disse, entender quais motivos me levaram a ele.
E eu olho, cara como eu olho, pra essa garota de 15 anos, pra aquela garota de 16 anos, e mesmo pra aquela de 19 e ta tudo tão longe. Eu não consigo explicar o caminho que eu entrei ano passado, mas é um processo tão longo e tão exaustivo. De olhar pra tudo, de limpar tudo, de desconstruir, de reconstruir, de ficar dentro e dentro e dentro, até a cabeça não agüentar mais.
Eu me sinto dentro do casulo, eu to sempre analisando, analisando antes e analisando o agora. Não é uma fase, é uma crise.
Eu precisava muito daquela cabana dos 21 anos.
Eles é que sabem das coisas.
sábado, 6 de junho de 2009
Manda Aí Brou (Dani)
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Que inferno! (Dani)
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Cinedebate MSTC
Dia 28 de maio de 2009, graças ao esforço de toda a equipe da ONG Um Teto Para Meu País, aconteceu um debate sobre os movimentos sociais que lutam por uma política habitacional melhor em São Paulo e no Brasil inteiro.
Convidamos a coordenadora do MSTC (Movimento dos Sem Teto do Centro), Ivanete Araújo, para debater conosco, assim como o urbanista João Sette Whitaker. O debate foi um sucesso do ponto de vista da qualidade, do nível de debate, das questões levantadas e tudo o mais.
A única coisa que me incomodou foi o fato de que, dentro de uma faculdade de arquitetura, apenas umas 50 pessoas tenham aparecido. Não pela organização ou para sucesso da ONG, mas pela tristeza de ver que muita coisa na FAU é levada apenas pro lado teórico.
Um aluno disse muito bem: quando acontece um seminário sobre a revisão do plano diretor, a faculdade aparece em peso, porque é praticamente sua obrigação estar presente. Quando acontecem discussões sobre a reforma da faculdade, todo mundo aparece e mesmo que não acompanhe até o final, mesmo que não vote no fim das contas, gosta de dizer que esteve presente. Estar presente na assembléia é quase motivo de status.
Agora quando nos surge a tão sonhada oportunidade de enfrentarmos um problema através da ação, onde está todo mundo? Fazendo trabalho, estudando pras provas, correndo contra o tempo. Nada contra, eu realmente acho isso importante.
A questão é que ali existiam pessoas que precisam efetivamente do nosso potencial e da nosso conhecimento para mudar alguma coisa na situação urbana que nosso país enfrenta, e nessas horas não havia ninguém presente. A Ivanete nos convidou para conhecer o movimento, ir nas reuniões e confirmou um fato que todo mundo sabe: os estudantes não aparecem, em sua grande maioria.
Fazer política hoje em dia não é erguer uma bandeira e sair por aí gritando e esperando uma revolução. A revolução e a política agora acontecem de outra forma, e muitos ainda agem como se estivessem na ditadura e fossem “rebeldes”. Só querem ser ouvidos, só querem falar. Fazer, não. As chances de mudar a política estão na academia sim, mas também estão nas ruas, nas favelas, nos cortiços, no abandono que a cidade sofre, na humilhação que a classe baixa enfrenta todos os dias ao pegar horas e horas de ônibus e trens porque moram na periferia da periferia.
Todos nós temos potencial pra mudar alguma coisa. Triste ver que poucos vão.